Eu sinto que tem uma coisa se aproximando na minha vida.
Eu não sei o que é. Pode ser que seja apenas impressão, na medida em que as coisas se transformam naquilo que queremos e precisamos enxergar. Pode ser. Mas eu sinto uma coisa até o momento inominável se aproximando, não sei se de dentro ou fora de mim. Prestes a bater na minha porta. O punho fechado, a mão avançada, esperando que eu abra a porta. Hesitando ainda. Porque isso que está chegando na minha vida aprendeu a me conhecer durante todos esses anos, já meio que perdeu a paciencia com os meus medos, indecisões, e poucas vezes se manifestou na minha vida todo esse tempo. Mas eis que estou recendo mais uma chance. Aceitar ou não essa entrega dependerá apenas de mim. Eu posso negar, posso aceitar não correr riscos, e talvez chorar encostado e assustado atrás da porta, enlameado no meu medo de viver. Ou posso abraçar com todas as forças essa força chegando, aceitando as benevolencias, enfrentando as consequencias. Não sei. Só sei que já não sou mais o mesmo.
Mas não me deixo enganar. Não mais. Isso que eu sinto estar se aproximando, tanto pode ser um grande amor, como uma bala perdida. Tal é a ironia intrínseca de se estar dentro da vida. Acasos.
Eu sinceramente não sei o que é. O que eu sei é que estou reunindo fiapos de coragem para, quando isso aparecer, eu segure com todas as forças e não deixe escapar. Como se não houvesse mais tempo. Como se o tempo de fingir ou de me importar com menoridades tivesse acabado. Como se a vida fosse aqui e agora. E a vida é aqui e agora. Medo, eu estou perdendo o medo. Aos poucos.
Eu não sei o que é. Apenas sinto cada vez mais perto. Uma urgencia em viver. Viver.
Todos que lerem esse pequeno texto, saibam que algo está se aproximando de suas vidas também. E há de ser coisa boa.
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